
Apesar de desafios como fenômenos climáticos, endividamento das famílias, baixa confiança do consumidor e juros elevados, o varejo alimentar brasileiro encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 1,4 trilhão, acima do R$ 1,3 trilhão registrado em 2024. O resultado representa um crescimento nominal de 6,7% e uma alta de 2,3% quando ajustado pela inflação, segundo levantamento da Scanntech, empresa especializada em inteligência de dados para o setor de bens de consumo.
“Vimos um ajuste claro no carrinho, com menor volume em algumas categorias, trocas por marcas mais baratas em segmentos mais básicos, mas de modo contraintuitivo também observamos trocas por marcas mais caras em segmentos diferenciados, o que permitiu ao setor se sustentar mesmo em um ambiente mais desafiador”, afirma Thomaz Machado, CEO da Scanntech.
O canal alimentar é composto por supermercados, mercados e atacarejos, e exclui bares, restaurantes, hotéis, farmácias e e-commerce. O levantamento é feito com base em uma plataforma de dados que lê mais de 13,5 bilhões de tickets de compra por ano, captados diretamente dos sistemas de ponto de venda (PDVs), sem necessidade de coletas manuais ou trocas de arquivos.
Cenário favorável
Segundo o estudo, a provável redução gradual da taxa de juros, as mudanças na tributação para pessoas com renda até R$ 7.350 e eventos de grande alcance, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais devem estimular o consumo em 2026.
“O canal alimentar já provou ser essencial em momentos críticos e segue ampliando sua importância estrutural na economia brasileira. A diferença, agora, está em quem consegue transformar dados em resultado”, destaca Machado.
FONTE: 08/02/2026 – MERCADO E CONSUMO
Ao navegar em nosso site você concorda com nossa Política de Privacidade. Ok