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Snacks e alimentação natural elevam a categoria pet e redes ajustam estratégia para capturar valor

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Com avanço da humanização dos animais de estimação e demanda por produtos mais funcionais, varejo e indústria redesenham portfólio, exposição e comunicação para responder a um consumidor mais informativo e exigente
A categoria vive uma mudança estrutural impulsionada pela combinação entre premiunização, busca por naturalidade e maior valor agregado. Mais do que ampliar sortimento, varejistas e indústrias estão revisando a lógica de construção da categoria, da curaria de produtos à comunicação no ponto de venda, em um movimento que reposiciona lanches, alimentação natural e itens funcionais como vetores de crescimento. Nesse cenário, a evolução não passa apenas pelas tendências de consumo, mas pela capacidade de traduzir saudabilidade, conveniência e rentabilidade em estratégias que ampliam a relevância e a conversão no varejo.

Segundo Ricardo Silva, gerente comercial da Rede Plus, na visão do varejo, o crescimento da categoria passa por ajustes estratégicos e graduais. "Não promovemos uma ruptura no sortimento. O que fizemos foi uma evolução consistente com foco na ampliação de lanches, principalmente a funcionalidade e com apelo natural, assim como brinquedos e acessórios naturais que funcionam como porta de entrada para produtos de maior valor agregado. Priorizamos a entrada de produtos com melhor percepção de valor, mantendo a acessibilidade, ao mesmo tempo em que reduzimos SKUs de baixo giro dentro do básico", afirma.
Para a indústria, a expansão dos lanches acompanha uma mudança mais ampla na relação dos tutores com alimentação animal, de acordo com Bernardo Peirão, sócio-diretor do Chef Bob. "Não faz mais sentido apenas alimentar os nossos animais de estimação; é preciso cuidar com propósito. Quem não quer ter seu cão saudável e viver por mais tempo? É exatamente nesse lugar que buscamos estar: trazendo saúde e longevidade para os animais de estimação", destaca Peirão.
Na leitura de Daniela David, sócia da Cook Pet Snack., esse movimento também se traduz em demanda por soluções mais completas. "Acreditamos que o acesso à informação sobre os benefícios de uma alimentação saudável ultrapassou a necessidade humana e chegou à saúde dos animais de estimação. Saber interpretar um rótulo e entender os aditivos, os ingredientes, o que contém aquele alimento é uma grande ferramenta de escolha", observa.
Naturalidade e transparência se consolidam como critérios de escolha
Para o executivo da Rede Plus, o avanço da alimentação natural também pressionou a evolução dos critérios comerciais e da relação com fornecedores. "A seleção de produtos exige equilíbrio entre valor percebido e eficiência. Buscamos produtos com ingredientes claros, reconhecíveis e com redução de aditivos artificiais, além de benefícios funcionais evidentes. Priorizamos fornecedores que apresentem origem definida das substâncias-primas, rotulagem objetiva e comunicação confiável. Para nós, não basta ser natural, o produto precisa entregar resultado em venda, giro e segurança", analisa Silva.
Na indústria, esse posicionamento se conecta diretamente ao desenvolvimento de portfólio e Bernardo Peirão entende que o compromisso com as garantias é central na expansão da categoria. "Existe espaço para novos produtos, mas não queremos lançar novidades apenas para ocupar a prateleira ou seguir modismos. Esses produtos precisam estar completamente alinhados ao nosso posicionamento. O fato de ser 100% natural continua sendo a nossa maior preocupação", ressalta o sócio-diretor do Chef Bob.
Bruna Higino, sócia da Cook Pet Snack, explica que a transparência também aparece como eixo de comunicação e confiança. "No nosso rótulo o cliente pode identificar todo o ingrediente utilizado nesse processo, além de ter também acesso à tabela nutricional. Acreditamos tanto quanto o tutor em uma alimentação mais limpa, com ingredientes saudáveis, portanto, lidamos com os tutores com transparência principalmente", explica o executivo.
Comunicação e experiência de compra passam a induzir valor
À medida que o consumidor se torna mais criterioso, a comunicação e a exposição deixam de ser suporte e passam a ser parte da estratégia comercial. Na visão de Ricardo Silva, essa adaptação vem simultaneamente tanto em loja quanto nos canais digitais. "Ajustamos nossa comunicação para ser simples e objetiva, focada em benefícios práticos como saúde, digestão e bem-estar. Nosso foco é traduzir valor de forma acessível, facilitando a decisão de compra", aponta Silva.
Na Chef Bob, o avanço do consumo mais informado também exige uma comunicação menos promocional e mais educativa. "O consumidor em 2026 busca, acima de tudo, transparência. Ele não quer promessas milagrosas nem uma tentativa de venda a qualquer custo. Estamos evoluindo de forma consistente, inclusive no papel de educar o cliente sobre o mercado e sobre o produto", avalia Peirão.
Essa construção também aparece na jornada de compra dentro do varejo. "Utilizamos estratégias de Cross merchandising para estimular compras complementares, com lanches posicionados próximos à ração, produtos naturais próximos às linhas premium e comunicação direta de benefícios. Nosso objetivo é estimular o cliente a evoluir no consumo de forma natural, sem violação no padrão de compra", diz Silva.
Desafios operacionais e oportunidades impulsionados na nova fase da categoria
Embora o avanço seja consistente, a escalada da categoria ainda passa por desafios operacionais e de maturidade do canal. Segundo Ricardo Silva, a gestão do crescimento exige disciplina. "Os principais desafios são sensibilidade a preço, giro inicial mais lento de novos produtos, maior complexidade operacional e necessidade de capacitação da equipe. Nossa atuação é baseada em um princípio claro: crescer a categoria com controle, mantendo eficiência operacional e foco em resultado sustentável", afirma Silva.
No caso da indústria, a consolidação dos alimentos naturais em supermercados ainda é vista como oportunidade em construção. "Os supermercados ainda estão em processo de adaptação e compreensão do real potencial da alimentação natural e dos produtos premium para animais de estimação. Estamos nos movimentando de forma estratégica para, em breve, estar ao lado dos grandes supermercados, reforçando posicionamento e não apenas ganhando espaço de prateleira", explica Bernardo Peirão, do Chef Bob.

De acordo com Daniela David, sócia da Cook Pet Snack, apesar dos desafios, a expansão é sustentada por novas frentes de inovação. "Nossas próximas apostas estão centradas em suplementação funcional acessível, integração com a alimentação atual do pet e clean label real. Acreditamos que o futuro do mercado não é apenas na substituição da alimentação tradicional, mas na evolução dela com soluções que complementam, potencializam e personalizam a nutrição de forma prática e eficiente", finaliza.

FONTE: SUPER VAREJO 01/05/26
IMAGEM ILUSTRATIVA – MAGNIFIC

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