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SALDÃO EXIGIRÁ MAIS ESTRATÉGIA DOS LOJISTAS

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O consumidor tem o mês de janeiro como um período aguardado para comprar bens de maior valor agregado. A ocasião – marcada pelos tradicionais saldões do varejo, com liquidações e queimas de estoque que estimulam a venda de itens não comercializados entre a Black Friday e o Réveillon – vai se repetir neste ano em um contexto diferente. O saldão de janeiro de 2021 sofrerá os efeitos da pandemia, mas não deixará de ser uma excelente oportunidade para lojistas e compradores.
“Varejistas devem ter uma preocupação adicional em relação ao planejamento”, sugere a CEO da AGR Consultores, Ana Paula Tozzi. O motivo é que as estratégias terão que contemplar tanto os canais físicos como digitais. “O volume de imigrantes digitais [pessoas que, recentemente, migraram às compras online] foi muito alto em 2020”, explica Ana Paula. Esses consumidores ainda vão preferir a compra pela Internet enquanto os riscos associados à Covid-19 forem elevados.
Por isso, a “agressividade da promoção vai vir do digital”, frisa. Essa tendência reforça a necessidade de redobrar a atenção com etapas importantes do comércio eletrônico e que vão além da venda em si, como o planejamento logístico, a segurança de que haverá estoque para atender a demanda, a velocidade nos processos de picking e packing (separação e embalagem dos produtos) e a entrega.
Outro ponto de atenção é a composição do preço. Ana Paula orienta que lojistas devem ter uma variação entre produtos para trazer fluxo e itens para trazer margem – estratégias conhecidas como mix de margem e precificação com margem. Novamente, as táticas devem ser desenvolvidas tanto para as lojas físicas quanto para os canais digitais. Estes contam com inúmeros recursos e ferramentas que permitem ao varejista desenvolver estratégias de marketing ainda mais assertivas.
Um erro é “promocionar apenas produtos que não giram”, cita Ana Paula. “É preciso entender porque o item não girou”, sublinha, lembrando que a ação promocional deve conciliar mercadorias que tragam fluxo com as de baixo fluxo.
Outra recomendação é estabelecer um prazo final para a promoção, que deve ter data de início e de fim. “Nunca subestime a inteligência do consumidor”, adverte. “O consumidor espera, sim, para comprar itens de maior valor agregado no saldão de janeiro.” O shopper sabe comprar e está habituado a pesquisar. Qualquer deslize pode comprometer a imagem da marca, gerando efeito oposto ao esperado.
Um dos potenciais problemas que podem ser enfrentados pelos varejistas neste início de ano é a falta de itens de verão para venda. “A expectativa é que tenha escassez de alguns produtos por conta de falta de matéria-prima”, salienta Ana Paula. “Será necessário desenvolver uma campanha muito próxima dos fornecedores e sempre se certificando de que haverá reposição do fornecedor caso necessário”, aconselha.
Fonte: SUPERVAREJO

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