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PREÇOS NOS SHOPPINGS CENTERS E LOJAS PODEM SUBIR ATÉ 30% POR CAUSA DA CRISE HÍDRICA E FREAR AS VENDAS DE FIM DE ANO

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O Brasil enfrenta, em 2021, a pior crise hídrica desde 1930. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, trata-se do momento mais crítico em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas. Só em setembro, os reservatórios do sistema Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por 70% da geração de energia do País, operaram em torno de 19% de sua capacidade.
Um dos setores mais afetados pela escassez nos reservatórios é o fornecimento de energia elétrica. Os efeitos da crise também atingem o bolso dos consumidores, que arcam com despesas adicionais que extrapolam a conta de luz.
De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), os reajustes nas tarifas de energia elétrica podem aumentar em até 30% os preços de produtos nos shoppings centers do País. O principal motivo para essa alta está relacionado com a inflação, situação na qual os consumidores finais são os mais afetados e que pode frear as vendas de fim de ano, período em que o comércio é aquecido em virtude do Natal e Ano Novo.
Segundo Luis Augusto Idelfonso, diretor institucional da Alshop, o reajuste de preço pode ocorrer em função de diferentes fatores. Em nota divulgada à imprensa, ele disse que o principal deles é a correção nas taxas condominiais que o shopping cobra dos lojistas.
Com o aumento da energia elétrica, a manutenção de custos do shopping aumenta consideravelmente, uma vez que a conta de luz representa até 45% do custo condominial.
Outro ponto de preocupação é a correção vinda dos produtores de matéria-prima e das indústrias, também em decorrência do aumento da tarifa de luz. Quando uma das fontes primárias de produção é impactada dessa forma, acontece uma reação em cadeia: aumenta o valor da energia elétrica, que faz os custos de produção subirem, impactando no preço ofertado às lojas que, por sua vez, repassam a alta ao consumidor.
No âmbito do varejo, uma das saídas para contornar esse aumento consiste em fazer escolhas mais inteligentes e economizar no que é possível. Seja a troca de iluminação por luzes de LED, implantação de um sistema de energia solar ou eólica e até mesmo optar por aparelhos que gastam menos energia. Toda ação deve ser pensada para reduzir os custos.

Como lojistas podem economizar em energia
Ainda segundo a Alshop, a climatização representa cerca de 60% das despesas elétricas no comércio. Por isso, é fundamental que os lojistas deem prioridade a aparelhos climatizadores mais modernos e econômicos.
Em seu blog, a Frigelar, empresa especializada em refrigeração e ar-condicionado, apresenta um artigo sobre qual é a melhor opção de ar-condicionado para o comércio. Conforme a publicação, existem no mercado muitos modelos e tecnologias que podem reduzir o consumo de energia e ajudar nas economias do estabelecimento. Para escolher o aparelho ideal, porém, é necessário considerar alguns fatores importantes, como tamanho do ambiente e potência do aparelho, a tensão e voltagem, a carga térmica, entre outros.
Já em relação à troca na iluminação, vale a pena optar por lâmpadas de LED, que possuem uma durabilidade muito maior e consomem até 90% menos energia elétrica que as lâmpadas fluorescentes. Embora tenham um custo inicial mais elevado, a longo prazo o investimento se justifica no que se refere à economia.

O impacto do aumento de preço para o comércio
As crises hídrica, econômica e sanitária têm causado muitas dificuldades para a economia no geral. No varejo, os altos índices de desemprego e a redução salarial acabam desestimulando o consumo de bens materiais e agravando a recessão.
Após o longo período de quarentena, que afetou drasticamente o faturamento dos shoppings centers e o varejo no geral, o segmento encontra-se em recuperação e vê o aumento no preço dos produtos um empecilho a mais para enfrentar.
Por isso, adotar boas práticas para economizar energia é importante para minimizar a situação. Trata-se de uma ação que não resolve o problema em sua totalidade, mas contribui para a saúde financeira das lojas.
FONTE: NEWTRADE

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