
As temperaturas mais baixas já começaram a impactar a oferta de produtos in natura e pressionar os preços no varejo brasileiro. Segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), o tomate foi o item com maior variação positiva na terceira quadrissemana de junho, com alta de 14,07%. No período, o índice geral avançou de 0,27%.
De acordo com Guilherme Moreira, coordenador do IPC-Fipe, o comportamento do tomate está diretamente relacionado aos efeitos climáticos sobre a produção. “As baixas temperaturas retardam a maturação dos frutos, reduzem a produtividade das atividades e diminuem a oferta disponível para vendas, pressionando os preços ao consumidor”, explica.
O impacto do frio também foi observado em outras categorias de alimentos frescos. O grupo de produtos in natura apresentou alta de 1,66% no período, com destaque para leguminosas, que avançaram 7,93%, tubérculos, com aumento de 7,60%, e verduras, que registraram elevação de 2,26%.
Segundo Moreira, as temperaturas mais baixas afetam o desenvolvimento de culturas sensíveis ao clima, dependendo da disponibilidade dos produtos. Por outro lado, a menor demanda por alguns itens durante os meses mais frios ajuda a limitar parte da pressão sobre os preços.
O movimento também é coletado em levantamentos do Cepea, que indicam redução da oferta de tomate em razão das condições climáticas, mantendo os preços em patamares elevados. No caso das hortaliças, como a alface, os pesquisadores apontam impactos no desenvolvimento das lavouras e no aumento dos custos de produção.
Com a chegada do inverno, fatores como sazonalidade, clima e comportamento do consumidor devem continuar influenciando a dinâmica dos preços dos alimentos, especialmente nas categorias de hortifruti, que tendem a apresentar maior volatilidade ao longo das próximas semanas.
FONTE: SUPER VAREJO 29/06/26
IMAGEM ILUSTRATIVA – MAGNIFIC
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