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CRESCE O NÚMERO DE ASSOCIADOS ÀS COOPERATIVAS DE CONSUMO

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Muito tempo antes de se falar em consumo consciente, desenvolvimento sustentável e – acredite ou não – cashback, as cooperativas de consumo já colocavam esses conceitos em prática. Não é à toa que, segundo o superintendente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), Renato Nobile, entre 2018 e 2019 mais de um milhão de brasileiros se tornaram cooperados.
A seguir, ele comenta o que o modelo pode ensinar a quem tem outros tipos de negócios no varejo. Nas próximas linhas, você também conhece o case da maior cooperativa de consumo do País, a Coop, com informações do presidente-executivo da instituição, Marcio Valle.

Shopper também pode ser o dono do negócio

Uma vez que se associa a uma cooperativa, as vantagens desfrutadas pelo consumidor vão muito além de preço reduzido – garantido porque, nesse formato de negócios, além da preocupação com a negociação junto aos fornecedores, as margens de lucro são menores.
Conforme conta o superintendente do Sistema OCB, o atendimento personalizado e a prioridade na aquisição de itens de qualidade também são alguns dos benefícios do cooperado que, de acordo com Nobile, são “os verdadeiros donos do negócio”.
“Por terem raízes nas cidades nas quais são constituídas, as cooperativas têm o dever de conhecer a comunidade, seus valores e diferenciais. É isso que elas têm feito no Brasil e podem ensinar a outros modelos não cooperativos. Seus associados têm voz ativa na empresa, que deve escutá-los. Essa troca é tão rica e benéfica que, segundo pesquisas, a presença das cooperativas pode incrementar cerca de 5% o PIB de um município”, pontua.

Consumo consciente

Por essas e outras, a sustentabilidade tem tudo a ver com cooperativismo. “Está no DNA do movimento cooperativista o consumo consciente, ético e fortemente vinculado à comunidade no qual ele está inserido”, enfatiza Nobile, acrescentando também que as cooperativas trabalham em prol dos seus associados e têm como um dos seus sete princípios o interesse pela coletividade. “Portanto, apenas com uma comunidade forte e que respeite e conheça o limite dos seus recursos, podemos ter cooperativas bem-sucedidas.”
Além disso, ele analisa que as pessoas têm, cada vez mais, reconhecido o modelo cooperativo como um caminho para uma sociedade mais justa e preocupada com o desenvolvimento sustentável. “Essa ampliação é vista em praticamente todos os ramos de atuação das cooperativas e acreditamos que esse número tende a aumentar ainda mais nos próximos anos, graças às mudanças que têm ocorrido no perfil dos consumidores, motivados a reduzir o impacto de suas escolhas.”

Panorama no Brasil
O superintendente do Sistema OCB também expõe que, no País, existem 263 cooperativas de consumo, com 2 milhões de cooperados e que geram cerca de 15 mil empregos diretos. Falando especificamente do segmento de “Supermercados, Farmácias e Postos de Combustíveis”, o número cai para 65.
“Esse modelo é muito diverso e pode se espalhar por vários segmentos econômicos. Há espaço para mais supermercados cooperativos, cooperativas de consumo formadas por empresários que se juntam para compras coletivas, cooperativas de pais de alunos que podem ofertar aos seus filhos serviço educacional de qualidade e com preço justo e cooperativas formadas por pessoas em busca de diversas formas de turismo, entre outras”, acredita.

Pandemia e cooperação

O novo coronavírus chegou para desafiar todos os ramos de negócios e o cooperativismo não escapou dessa. Nobile afirma que as práticas de intercooperação aumentaram, que é quando as cooperativas fazem negócios entre si, se apoiam e somam forças para crescer. “Elas passaram, por exemplo, a utilizar cooperativas de transporte para a realização de delivery ou ampliar a comercialização de produtos agropecuárias nos supermercados cooperativos.”
Ele também acredita que a pandemia e o processo de retomada econômica poderão abrir muitas oportunidades para iniciativas coletivas que, “em grande medida, se vincularão ao movimento cooperativo e, em especial, ao ramo de consumo”.

Coop: alta fidelidade dos associados

Se nos supermercados tradicionais a preocupação em fidelizar os clientes é uma constante, talvez não seja errado dizer que a lealdade dos associados em uma cooperativa de consumo é uma consequência quase natural.
“Temos cerca de seis mil colaboradores e 895.297 associados ativos, que realizaram compras nos últimos doze meses”, diz o presidente-executivo da Coop, Marcio Valle. De acordo com informações da assessoria de imprensa, a cooperativa de consumo procura sempre negociar com os fornecedores, a fim de oferecer os melhores valores, e até os não cooperados têm acesso a esses preços.
A diferença é que os associados podem receber descontos ainda maiores como retribuição pela fidelidade. Além disso, também têm direito às “sobras”, um equivalente ao lucro apurado numa SA. Só que em vez de ir para os acionistas, o valor retorna aos cooperados de forma proporcional às suas compras durante o exercício. Benefício que, aliás, também pode ser comparado às atuais ações de cashback.
Aos associados também são oferecidos programas de qualidade de vida, com atividades físicas gratuitas nas lojas e auxílio funeral para o titular. Deve ser por isso que a maioria dos clientes são também cooperados, muitos deles com alto grau de apego emocional à empresa.
Considerada a maior cooperativa de consumo da América Latina, a Coop é formada por 31 lojas de supermercados com drogaria, mais de 26 drogarias exclusivas, além de três postos de combustíveis, todos eles localizados no Grande ABC (SP), São Paulo, São José dos Campos (SP), Sorocaba (SP), Tatuí (SP) e Piracicaba (SP).
Depois de adquirir 23 drogarias localizadas nas galerias das lojas do Grupo Big em 2020, a ideia agora é expandir a atuação de 11 para 25 cidades do estado de São Paulo. Entre elas: Araras, Campinas, Catanduva, Cotia, Guarulhos, Ribeirão Petro e São José do Rio Preto.
“Cada vez mais, a sociedade valoriza aspectos como responsabilidade social e ambiental, empresas com propósito, legitimadas pelo histórico de atuação e comprometidas com as comunidades onde atuam. O varejo ganha relevância como ponto de contato social, onde pessoas se relacionam entre si e com os funcionários de forma mais próxima. A cooperativa tem estas características por origem, além da dupla qualidade do consumidor, que é cliente e dono”, conclui o presidente- executivo, Marcio Valle.

Fonte: SUPERVAREJO

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